Venceu a democracia

Postado em - 30 de outubro de 2018 - 23:22 - Sem Comentários

 

 

 

VENCEU A DEMOCRACIA

Por Carlos Braz

 

O Brasil viveu no último domingo,  um dos mais importantes dia da sua ainda incipiente democracia: a eleição para presidente da república mais polarizada desde a redemocratização pós ditadura.

O clima tenso e a expectativa de acirramento dos atritos  entre os  manifestantes dos dois lados pairavam no ar, impulsionado pelas milhares de “fakes news” disseminadas através das redes sociais pelos simpatizantes dos postulantes ao cargo. Contudo, o pleito ocorreu de forma pacífica, com poucas manifestações violentas após a divulgação dos números finais.

A vitória de Jair Bolsonaro com 55,13% dos votos representa a vontade popular, é inquestionável, e traz ao contexto político nacional uma nova e surpreendente configuração, onde figuras históricas perderam seus mandatos quase vitalícios, e deram lugar a novos personagens, que esperamos tragam consigo a esperança de novos tempos, onde a ética, a honestidade, a transparência e o bem comum sejam preponderantes.

Evidentemente, os eleitores de Fernando Haddad permanecerão consolidados em suas posições, em defesa dos seus valores ideológicos. Que respeitem as leis, as instituições e o resultado legitimo advindo das urnas e compreendam que em um regime democrático a vitória nem sempre vem, e que os vencedores governam para todos os cidadãos, independentes de filiação partidária.

A responsabilidade sobre os ombros do presidente Jair Bolsonaro é imensa. Em suas primeiras declarações, com viés republicano, afirmou que respeitará a constituição e as liberdades individuais, comprometendo-se a enfrentar com discernimento os desafios econômicos e sociais que exigirão da sua equipe de ministros competência e equilíbrio para colocar a nação nos trilhos do desenvolvimento.

As bravatas de campanha já são parte do passado. O momento é de cicatrizar as feridas e coletivamente empreender ações e projetos que beneficiem a todos.

Carlos Braz Carlos Braz – Carlos Braz é sergipano, natural de Aracaju. Tem 61 anos ,é Bacharel em Museologia, formado pela UFS, e acadêmico de Licenciatura em História também na UFS. É membro da Associação Sergipana de Imprensa (ASI), já publicou artigos e contos no semanário Cinform, e foi autor dos projetos expositivos " Cangaço: por dentro do emborná e na ponta do punhá" (Museu Histórico de Sergipe), "Folguedos de Sergipe: conhecer, valorizar e preservar" (Museu Histórico de Sergipe e Museu Afrobrasileiro de Sergipe), "Moedas e cédulas brasileiras: a história na palma da mão"(Museu Histórico de Sergipe)," Vida e obra de Luiz Antonio Barreto" (Palácio Museu Olímpio Campos), e mentor do projeto Afrodescendencia e cidadania.
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