Por que Os Curadores de Cobra e de Gente?

Postado em - 18 de outubro de 2017 - 13:36 - Sem Comentários

Por que Os Curadores de Cobra e de Gente?

(Antônio Saracura)

Eu era menino de 5 anos e ouvia, no alpendre do Sítio dos Ferreiros, nas Flechas de Itabaiana, meu avô declamar romances de feira em cordel. Depois, dos doze aos dezenove anos, no seminário de Aracaju, editei jornalecos (murais ou mimeografados), como, O Clarim e O Recreio, nos quais publicava versos e crônicas variadas. Aos 20 anos, mergulhei no jornalismo, com as críticas de cinema, resenhas de livros, reportagens, crônicas do dia a dia. Desde menino, leio livros, sublinho frases, anoto considerações às margens e rabisco resenhas finais, referentes aos que me tocaram. Nos últimos anos, criei um blog (Sobre Livros Lidos) para armazenar essas resenhas, mas poucas até agora (em torno de cem) conseguiram roupa adequada para se mostrarem.

Profissionalmente, fui analista de sistemas de informática, por trinta anos: anda-se por caminhos escondidos, confabula-se o tempo todo com o íntimo, vive-se abstraído do mundo real.

Ao me aposentar, em 2001, resolvi organizar os manuscritos de uma vida inteira que me sufocavam. Deu nos livros que publiquei desde 2008 até agora: Os Tabaréus do Sítio Saracura,

Meninos que não Queriam ser Padres, Minha Querida Aracaju Aflita, Tambores da Terra Vermelha, Os Ferreiros… Resgate do passado e avaliação do presente.

 

Neste livro (Os Curadores de cobra e de gente) uso a arte de meu avô (os versos) e falo de heróis singelos, até então anônimos e sem pompa (alguns) mas que bem poderiam estar no panteão dos ilustres da história de nosso povo. Heróis que se dedicaram a curar, prevenir, paliar, encantar, mudar, medicar, defender… gente ou bichos.

 

Meu avô, que declamava versos, está sorrindo no céu. Os romances cantados aos netos e ao povo simples das Flechas, Terra Vermelha, Pé do Veado e Bastião frutificaram e podem ser desfrutados por todo mundo.

 

O livro Os Curadores de Cobra e de Gente começa sua luta em busca de leitores. Será lançado na IV Bienal do Livro de Itabaiana (nos dias 20 a 22 de outubro de 2017), e, em seguida, em outras bienais e salas cultas de Sergipe e do mundo inteiro, se derem chance.

O livro compõe-se de quarenta e sete poemas (alguns de poucas estrofes)e canta heróis sem pomba, a maioria desconhecida, com os quais convivi nas estradas dos povoados bárbaros de Itabaiana ou nas ruas perigosas de Aracaju.

 

Biografia resumida do autor

 

Antônio Francisco de Jesus (Antônio FJ Saracura), nasceu em Itabaiana, Sergipe   em 06.07.1945.  Economista de formação (Ufs 1971) e Analista de Sistemas de profissão (Petrobrás, Telebrás, Rhodia, Telergipe). Escritor tardio, publicou: “Os Tabaréus do Sítio Saracura”, (romance,2008,2010,2012), “Meninos que não Queriam ser Padres”, (romance, 2011, 2016) e “Minha Querida Aracaju Aflita” (2011, crônicas), premiado pela Secretaria de Cultura de Sergipe, “Tambores da Terra Vermelha” (contos,2013), “Os Ferreiros” (contos, 2015) e, agora, “Os curadores de cobra e de gente” (romances de cordel).

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