O Brasil e o charco das nações

Postado em - 31 de Janeiro de 2018 - 21:57 - 4 Comentários

 

 

 

O BRASIL E O CHARCO DAS NAÇÕES

 

Por Carlos Braz

 

Não é preciso ser catedrático em ciências políticas e sociais para perceber que o Brasil atravessa a pior crise ética, política e social da sua curta e turbulenta história como nação democrática.

Nos últimos anos, fomos submetidos a um processo de corrupção institucionalizada, sem comparativos, que nos surpreende cada vez mais, tanto pela engenhosidade, quanto pela desfaçatez dos envolvidos em esquemas criminosos, que possibilitaram os desvio de valores incalculáveis.

A banalização do crime, vem acompanhada, no seio da sociedade, da perda de valores abstratos, antes considerados essenciais para o crescimento do homem como ser social. Esse fenômeno é visível em todas as camadas da população, e por qualquer ângulo que se observe.

E, se essa engrenagem maligna começou a girar há muitas décadas atrás, é inegável que a situação só atingiu seu ponto de calamidade com a chegada do Partido dos Trabalhadores ao poder.

Não é por acaso que o Brasil se converteu no maior consumidor de drogas da da América do Sul, e o número de assassinatos percorre uma escada ascendente, sem perspectivas de mudanças. Por outro lado, nossas universidades e escolas de nível médio e fundamental foram transformadas em centros de propaganda ideológica, fabrica de militantes semiletrados.

Esse é o resultado maléfico de 13 anos sob o comando de um líder manipulador e inconsequente,  capaz de impor a nação, com seu inegável carisma, o reino da mentira, e da simulação, apoiado em uma dita politica social, que dava com  uma mão e tirava com a outra, montanhas de dinheiro divididas com partidos políticos e elites empresariais, em ações tramadas nos subterrâneos do poder.

Dessa forma, as estruturas corrompidas em seu topo, contaminaram o tecido social, e ao fim, vive-se uma realidade onde tudo é permitido. O descalabro moral, em seu último estágio,  atinge o núcleo básico da sociedade, a família, causando toda espécie de transtornos, sem escolher entre pobres e ricos, negros ou brancos.

O Brasil em que vivemos, é um país perigoso, à mercê de balas perdidas. Feio quando mostra ao mundo a  miserabilidade dos nossos hospitais e das nossas escolas. Insustentável, diante de uma política voraz de impostos, que beneficia Legislativo, Executivo e Judiciário, através de  “tenebrosas transações”, enquanto a qualidade de vida é uma utopia, para a maioria dos cidadãos.

O espírito de Macbeth, lendário personagem de Willian Shakespeare, para o qual o fim  justificam os meios, se apossou da alma de grande parte da sociedade brasileira, e os meios utilizados para alcançar o poder e nele permanecer aqui utilizados, fariam de Maquiavel um mero aprendiz de academia.

 O discurso ideológico de esquerda, desde outrora plantado nos meios intelectuais e artísticos, dá sua nefasta contribuição plantando sementes podres no campo virgem das mentes jovens, e assim, são corruptos e corruptores.

Com seu silêncio proposital, são cúmplices daqueles que incitam a violência e o desrespeito as instituições democráticas, nos levando cada vez mais em direção ao charco das nações e a um permanente estado de tensão social.

“Ai, pobre pátria!

Mal ousa conhecer-se. Nem podemos

Chamar-lhe mãe, que é antes, sepultura;

Onde ninguém se vê sorrir, exceto

Quem não sabe o que faz…”

Willian Shakespeare, Macbeth, ato IV, cena III

 

Carlos Braz Carlos Braz – Carlos Braz é sergipano, natural de Aracaju. Tem 61 anos ,é Bacharel em Museologia, formado pela UFS, e acadêmico de Licenciatura em História também na UFS. É membro da Associação Sergipana de Imprensa (ASI), já publicou artigos e contos no semanário Cinform, e foi autor dos projetos expositivos " Cangaço: por dentro do emborná e na ponta do punhá" (Museu Histórico de Sergipe), "Folguedos de Sergipe: conhecer, valorizar e preservar" (Museu Histórico de Sergipe e Museu Afrobrasileiro de Sergipe), "Moedas e cédulas brasileiras: a história na palma da mão"(Museu Histórico de Sergipe)," Vida e obra de Luiz Antonio Barreto" (Palácio Museu Olímpio Campos), e mentor do projeto Afrodescendencia e cidadania.
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4 Comentários até agora.

  1. Andrea Magnani disse:

    Muito bom e esclarecedor esse texto. Pena que muitos “esquerdopatas” jamais conseguirão compreender de fato o conteúdo!

  2. Isabel Rodrigues Cardoso de jesus disse:

    Excelente texto .
    Você como sempre escrevendo muito bem !
    Para quem não sabe , você nasceu pra isso .
    Escreve como ninguém, detalhe por detalhe , cada palavra, cada vírgula, e em casa uma dessas palavras a emoção e a verdade nela contida , e exatamente , o que todos nós gostaríamos de poder falar para o mundo ouvir,.parabens mais uma vez pelo artigo , escreva mais , seja qual for o tema escolhido, gosto de ler tudo que vocês escreve , pois o faz com muito cuidado e dando o melhor de si , que eu sei .

  3. Gabriel Gomes Gabriel Gomes disse:

    Braz, fazendo história…


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